segunda-feira, 24 de março de 2014

Beijos! "Se" cuida!

Todo o cão quando nasce é fofo e bonitinho, essa é uma verdade irrefutável. Logo o filhotinho ganha um dono, uma família e uma casa nos primeiros meses de vida. Porém, as vezes essa vida pode ser cruel, o sentimento que no cãozinho crescia exponencialmente a cada dia, pode não ser recíproco, e uma hora, por qualquer motivo que seja, o dono
pode deixá-lo na rua e nunca mais voltar.
Uma vez sozinho na rua, ele estará sujeito a todo o tipo de coisa. Fome, frio, parasitas, sarna, lesões, como a história do cãozinho de Quebec, que de tantos pêlos e sujeira agregada a eles, chegou a ser confundido com lixo jogado num canto qualquer.
No caso desse e de tantos outros, o tempo e o abandono foram muito cruéis, tornando-os medonhos, quase que irreconhecíveis. 
Vidinhas tão doces, cheias de amor e alegria, sendo jogadas na sarjeta, acabando por se tornar um farrapo, um pedaço de alma sem valor algum.
Apesar de todo mal que certas circuntâncias da vida podem nos causar, não podemos nos deixar tornar como cães e gatos de rua, maltratados, feridos, sujos e jogados a própria sorte, olhando para o alto com seu olhos agonizantes a espera de socorro de um coração que se compadeça de sua dor, os tomem nos braços e cuidem deles, assim com o cãozinho de Quebec. 
Seu coração é o bem mais precioso que você possui, sendo seu, você cuida, você SE CUIDA! 
Erros acontecem, mas nunca é tarde para acertar. Aconteceu, doeu, machucou, mas uma hora passa, sempre passa, porém não se iluda! Lembra quando você era criança e batia com o joelho ralado em algum lugar? Isso vai acontecer, e muito! Seja porque se lembrou do que te fez mal, ou apenas esqueceu de ser forte e das coisas que realmente importam.
Se mais pessoas auto suficientes existirem, menos dor de amor, vidas vazias e corações amargos o mundo terá, pois esse é o resultado de ser como um cão, tornando “o outro” o seu dono e responsável pela sua felicidade, amor, proteção, etc.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O que você quer ser quando crescer?

Essa é uma pergunta presente em nossas vidas desde muito cedo. Mesmo com o fato das crianças não terem idéia da seriedade dessa escolha (nem alguns adultos também), ela está sempre lá, seja para nos forçar desde cedo a pensar e amadurecer o pensamento com a idade, ou simplesmente satisfazer a curiosidade dos mais velhos.
A primeira vez que lembro de tê-la ouvido, foi por volta dos 4 ~ 5 anos. Lembro-me de ter dito que (Se ouço isso de uma criança hoje, não sei se conseguiria disfarçar aquele sentimento que vc tem como quando vê uma amiga sua apaixonada por um canalha, ou quando vê uma mãe dizendo ao filho a lendária frase “na volta a gente compra”) queria ser bailarina... Certamente aquele sentimento romântico da bela bailarina da caixinha de música, linda como uma princesa, dançando feliz embalada para sempre pelas mais belas valsas. Como é doce a pureza e ingenuidade das crianças! Não sei se é bom ou ruim elas crescerem um dia...
Tempos depois quis ser professora, e novamente a ilusão infantil do quanto seria legal sempre poder escrever no quadro, ter um certo “poder” sobre os alunos, sentar numa mesa grande na frente da sala e poder entrar e sair “do quartinho” sempre que puder, isso era o que mais me fascinava!
Eu estudava num colegio católico, fechado por volta do ano 2000 (agora me senti num filme futurista tipo Inteligência Artificial ou O Homem Bicentenário), e o unico lugar do colégio que era altamente restrito era “o quartinho”, que não passava de um almoxarifado que ficava abaixo da escadaria principal. A primeira e única vez que estive lá, foi quando a professora da alfabetização me pediu que fosse com ela ajudar a carregar as folhas de oficio enquanto ela trazia o mimeógrafo, tudo guardado la. Parece que um novo mundo se abriu para mim. Fileiras de prateleiras cheias de caixas, vinis, pastas, caixas de arquivos, objetos de peças teatrais, e o que mais me encantou: livros, muitos deles bem antigos, ainda com aquelas capas de couro pesadas e empoeiradas. Quantas vezes me imaginei passando horas dentro daquele quarto revirando cada livro, cada ficha antiga, cada pasta com a história do colégio desde o primeiro tijolo. Até hoje me imagino lá, essa minha sede e fascínio pelo passado que nunca me deixou, que até me fez pensar em ser “uma exploradora com uma escovinha descobrindo ossos de dinossauros, tesouros em cavernas, fugindo de tribos indígenas e pedras gigantes” uns anos mais tarde, ou em alguma das lojas de antiguidades e restaurações da Rua do Lavradio por volta de 2009, por onde eu passava todos os dias a caminho do trabalho (novamente a sensação do filme futurista).
Infelizmente não é ele, embora seja igual.
Achei a uns 4 anos atrás (aguardem o post).
Por um longo tempo, e por inflluência de programas como O Mundo de Beackman, o desenho animado do filme De Volta Pro Futuro, e o Livro de Capa Vermelha (depois farei um post só sobre o Livro de Capa Vermelha), quis ser cientista. 
Dê quê? Eu não sabia. Só queria usar um jaleco branco, óculos e ficar em um laboratório misturando líquidos coloridos, fazendo robôs, máquinas, criando ratos e pés de feijão.
Sempre me destaquei nas aulas de ciências, e após a traumática divisão que ocorre, de ciências para biologia, física e quimica, fui vendo que realmente as ciências biológicas era a minha casa. Porém tinha um problema... Nada me impedia de fazer o que mais amava a não ser o fato de TER CRESCIDO.
Um emprego que não permitia estudar integralmente numa faculdade pública, e como financiar uma particular e pagar com um simples bacharelado ou penando numa sala de aula? Isso sem falar dos cruéis testes em animais.
Mas “ ensino superior é algo importante”, é o que a sociedade grita na nossa cara todos os dias. Pensei em psicologia, pedagogia, visando o leque de oportunidades, me tornando provavelmente mais um diploma inútil no mundo e mais uma “garota do RH”.
Por sorte fui introduzida no mundo da computação, meio que ao acaso. É engraçado como as coisas acontecem, e o que vc pensa ser sem querer, na verdade é a vida sorrindo pra vc.
Gostei! Amei! Acho que se me fizessem um eletroencefalograma enquanto programo, produzo um script html, ou calculo a saída de um circuito lógico, acho que as onda seriam a mesma de quando estou jogando sudoku, xadrez ou um puzzle de 1500 peças!
Se a alguns anos eu não me imaginava cursando algo da área das exatas, hoje não me imagino cursando qualquer outra coisa. Posso dizer que tive sorte de conhecer e gostar de uma área com tantas oportunidades.
Ainda não sei se é bom ou ruim as crianças crescerem, mas o que aprendi é que estamos em constante mudança. Não somos como ontem, e nem seremos amanhã o que somos hoje. Que chato seria se tudo fosse sempre igual...
A mudança é nossa única certeza. Amanhã posso querer ser policial, esteticista, ou abrir meu próprio pet shop, mas caso contrário, uma bailarinha na caixinha de música rodeada por livros antigos numa prateleira empoeirada, com certeza será um dos meus trabalhos de Modelagem 3d! ^^

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Nhói! :3


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Era uma vez 2013!

Era uma vez 2013, onde aprendi que para TER é preciso abrir mão de algumas coisa.
Que para ser amada é preciso antes de tudo se amar. Que respeito todo mundo merece. Que amores passageiros podem ser eternos. Que as oportunidades às vezes só precisam de uma coisa: ATENÇÃO.
Que a vida não tem replay, e mesmo que pareça impossível, vale a pena tentar. Que cada pedra que você recebe tem que ser usada como degrau e que muitos virão tentando tirar a sua convicção. Que os amigos VERDADEIROS amam os seus defeitos, porque as qualidades até os inimigos amam. Que um sorriso pode mudar o dia e um muito obrigado te faz uma pessoa digna e melhor. Que não existe diferença quando se tem inteligência. A decisão de fazer acontecer só de depende de uma pessoa: VOCÊ. E apenas duas pessoas poder parar o seu crescimento: DEUS E VOCÊ. Que quem tem competência não precisa puxar o saco e reconhecimento você recebe da maneira que menos se espera. Que reclamar não vai mudar a situação, e eu não posso mudar o passado mas posso construir o FUTURO. Seguir sua intuição é estar no caminho pra fazer ACONTECER. Que às vezes a gente quebra a cara, mas vale a pena, senão a gente não aprende. Que você convive anos com alguém e como num passe de mágicas é como se fossem dois estranhos. Aprendi que a vida vale a pena e que a cada dificuldade é porque mudamos de fase e o jogo continua. Que os sonhos não envelhecem e os prazeres da vida estão nas pequenas coisas que ela oferece. Que mais vale ser do que ter e quem tem luz incomoda quem está nas trevas, mas não importa o quão legal você seja as pessoas nunca estarão satisfeitas. DEUS não nos abandona mesmo quando nos sentimos sozinhos, podemos fazer planos sim e fazer ACONTECER é o resultado disso tudo. Aprendi que o tempo vai passar e vamos olhar pra trás e vamos rir, às vezes chorar também, mas que todo mundo tem um lado bom e ruim, ninguém é PERFEITO. Que os dias nublados às vezes são legais. Que rir até a barriga doer com os amigos não tem preço!
Era uma vez 2013 o ano em que cresci, mudei, amadureci e aprendi que nada é ETERNO, que eu prefiro me arriscar e ir na contramão do que ficar na dúvida de não ter tentado. O ano em que eu desafiei a vida, me lancei de cabeça e disse que seria o meu ano, quer saber o segredo? ARRISQUE-SE, 2014 ainda não chegou e eu quero o impossível!
EU DECLARO QUE EM 2014 EU VIVEREI O MELHOR DESSA TERRA!
EU VEJO COISAS GRANDES E OPORTUNIDADES MARAVILHOSAS, MAS QUE SÓ DEPENDEM DE NÓS MESMOS!

Feliz 2014!!!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O valor das pérolas

Esse é um texto bem conhecido a respeito da produção de pérolas e sua analogia às agressões emocionais do cotidiano humano. Embora seja um chavão das redes sociais, nos traz uma bela lição sobre as consequências de tornar nosso coração livre das mágoas e ressentimentos, e procurar aprender com as experiências que nos machucam.

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.
Elas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!"

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Fragmentos de um coração quebrado

Na dor da perda, você quer desesperadamente se livrar de qualquer coisa que te faça lembrar daquilo que se transportou do seu presente e dos seus sonhos diretamente pro seu passado. Isso inclui objetos e até excluir pessoas que lhe são queridas, vem também o desejo de excluir todos aqueles que torceram contra, e que provavelmente estão comemorando sua derrota, é normal esse processo de "limpeza" embora para algumas coisas ainda resista e insista em manter fisicamente em sua vida.
O tempo passa, a dor ameniza, e você começa a ter forças para aos poucos se livrar dos fragmentos que restam, aos quais, sentimentos ainda estão agregados, quando vê, 6.87 Gb de lembranças foram deletadas do seu computador, restando apenas as que estão vivas para sempre em sua memória. Então percebe que está mais leve, e que para recomeçar do que restou, é necessário levar apenas o essencial.

domingo, 8 de dezembro de 2013

"Como aliviar a dor do que não foi vivido?"

"Sabia que viver não dói....
O que dói é a vida que não se vive.
Definitivo, como tudo o que é simples nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável....um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos....
Por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos....
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade Interrompida....
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar...
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais".

(Emílio Moura)


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Fragmentos da minha vida: Piolho não se pega, piolho se conquista!

Bem, a história que vou contar é verídica, um dos causos da minha vida, e antes que vc caro leitor, comece a rir da minha cara, saiba que não estais livre disso.
Quem nunca na vida pegou piolho? Ainda lembro com agonia o sofrimento que era tê-los removidos manualmente. Não sei se o pior era tentar manter quieta uma criança hiperativa como eu, ou eu me manter quieta sentindo os dedinhos da minha mãe passeando tediosamente pela minha cabeça, até eles darem lugar a tesoura, acabando com a tortura de forma rápida e dolorosa com a perda dos meu cachinhos.
Porém nada se compara ao fato de pegar piolhos depois de adulto. Sim querido, eu também me recuso a acreditar, mas senti na pele que pessoas limpas e cheirosas estão sujeitas a isso! Sou a prova viva de que piolhos não são somente questão de higiene, mas 50% da causa dessas criaturas virem a habitar em seu couro cabeludo, se deve única e exclusivamente ao mais puro AZAR!
Era final de 2010, ainda morava sozinha em Olaria, e vivia minha vidinha cíclica entre a casa e o trabalho.
Eu andava sentindo umas coceirinhas na cabeça, aparentemente insignificantes, de tão insignificantes que não sei dizer quando começou ou quantos dias duraram, mas me lembro como ontem quando a P*%#@ ficou séria.
Estava no trabalho, e naquele dia em especial (dia este que também não lembro), minha cabeça coçava horrivelmente, a ponto de se assemelhar a pequenas agulhas tentando chegar ao meu cérebro. Minha mente fértil logo começou a viajar durante o ócio do trabalho enquanto eu quase ficava careca de tanta coceira.
Pensamento óbvio: “estou com alergia”, mesmo não tendo alterado nada na minha rotina de higienização capilar, permaneci com essa tese, pois OBVIAMENTE uma pessoa como eu não pegaria piolhos com minha vidinha limitada entre a solidão do meu ap e o ambiente corporativo do trabalho, totalmente imune a crianças e seus amiguinhos chupadores de sangue. Como sou ignorante cara...
Abri a internet, GOOGLE! Lá estou pesquisando sobre coceiras e alergias até me deparar com uma maldita pergunta no Yahoo Respostas. Digo maldita mas foi a pergunta que salvou minha vida e minha reputação. Era uma moça perguntando sobre coceira na cabeça e se poderia ser alergia.
Simplesmente foram duas respostas:

“Vc deve estar com belos piolhos! shuashuashua” e “Talvez sejam piolhos. Peça a alguém pra olhar pra vc pois qnd vc passa o pente eles se escondem”

Eu jamais iria esquecer tais respostas, até porque logo depois de lê-las, senti uma fisgada na cabeça, passei a mão pra coçar, e senti “um carocinho” minúsculo (tensão só de lembrar), “carocinho” este que resolvi puxar com a ponta dos dedos. Ao averiguar, percebi que se tratava de “um bichinho”.
Hoje imagino a m&*%#@ que seria se alguém além de mim visse aquele monstro, ou pior, o visse andando na minha roupa!
Eu, uma pessoa sem filhos, sobrinhos, enfim... totalmente desprovida de um contato social mais estreito com outros seres humanos abaixo dos 7 anos de idade, fiquei com aquele bichinho entre o polegar e o indicador, tentando identificar que espécie de “besouro” era aquela. Até que uma iluminação dos céus me fez buscar “piolho” no Google imagens. Mais uns minutos de comparação entre a anatomia externa do amiguinho e as imagens lá abertas, até que a ficha caiu.
     Um formigamento intenso se apoderou do meu corpo, as vozes ao me redor ficara distantes e tudo ficou em camera lenta até começar a rodar vertiginosamente e eu sentir como se estivesse caindo num abismo de escuridão sem fim.
Peguei uma escova que sempre carregava na mochila, corri e me tranquei no banheiro. Ao escovar grosseiramente os fios, vi que nosso amiguinho não estava sozinho (aí repete o ultimo parágrafo pra cada “besouro” que vi cair no chão). Nessa eu estourei drasticamente meu intervalo, e não conseguia pensar em outra coisa.
Nessa, o Google ficou pequeno diante do meu desespero em me livrar dos novos hóspedes.
Naquela agonia cheguei a dois medicamentos. 
Mal saí do trabalho já fui correndo até a drogaria mais próxima sem me importar com quanto ia custar (cartão de crédito, cheque, um rim) desde que me livrasse das pestes! Eu devia estar olhando muito avidamente para a prateleira de produtos destinados a tal fim, pois uma mulher logo que me viu ali cuidou de se afastar de mim o mais rápido possível. XD
Neuroses a parte, aí vão as dicas:
Revectina, Miticoçan, e vinagre, as melhores indicações que encontrei.
As mães gostam de usar ou um, ou outro, mas preferi não correr riscos.
O Revectina é um comprimido em dose única que vc toma de acordo com o peso corporal, ENTRETANTO, só pode ser ministrado após a remoção das lêndeas, para evitar que os piolhos venham a nascer com resistência ao medicamento. 
O Miticoçan é um líquido, como um “veneno” que mata os piolhos. Ele deve ser diluído em água e há uma dosagem adequada dependendo da idade. Apesar de arder muito e ressecar um pouco o cabelo, não sobra um vivo, somente remover com o pente que vem junto com o vidro.
Nunca demorou tanto pra chegar em casa... Logo que cheguei já fui passar o pente para remover “o excesso”, não sei como descrever meu desespero ao ver aqueles monstros depositando-se sobre o tecido branco, acho que podemos pegar o parágrafo do “formigamento intenso” e elevar a uma potencia de 9 vezes ao infinito.
Terminando a primeira parte do procedimento, aproveitei o banho para ministrar o rémedio. 
Retrato Falado
Efetuei a diluiçao e apliquei na cabeça, que ardor/queimação quando escorre para áreas como testa e atrás das orelhas! Passados os minutos, pente fino! 
E mais meliantes foram embora com a água, porém abatidos dessa vez.
Simplesmente deixei os cabelos secarem, e durante esse processo senti que até a coceira deu uma aliviada considerável. Após secos, a segunda fase do processo: O vinagre. Minha falta de paciencia me impediu de usá-lo de forma correta (na verdade vc dilui numa proporção X de água), então simplesmente joguei o vinagre no cabelo e esperei um tempo para passar novamente o pente fino from hell, dessa vez para remover as malditas lêndeas, ou pelo menos a maioria delas para tomar a Revectina. Tive muito exito nesta desapropriação. 
Tomada a Revectina, daquele dia em diante era um exercício de paciência e perseverança, passar o pente nos cabelos de manhã e a noite, e aplicar o Miticoçan em dias alternados (pelo risco de queimaduras). Creio que esse processo durou cerca de 2 semanas para me declarar oficialmente alforriada!!!
Com tudo isso, aprendi que piolhos são uma questão de destino, ainda mais pra uma pessoa como eu que tem o dom natural de meter em enrascadas. O importante é estar curada, embora ainda seja um mistério como estes inquilinos se instalaram em minhas madeixas, ou pior, de quem vieram...




domingo, 16 de junho de 2013

Rádio fantasma UVB-76: Russos, sempre nos surpreendendo!

Ola pessoal! Depois de muuuuuuuuuito tempo, voltamos a programaçao normal. Hoje venho com um post que estou para fazer a tempos.
Ao contar aos meus amigos do RPG, recebi uma enxurrada de críticas e chacotas, pois eles acreditavam que eram mais uma das minhas neuroses pelos fato de estar iniciando meus estudos de russo.
Enfim ao que interessa, hoje vou falar da radio russa que tem habitado no imaginario de muita gente: A UVB – 76, “Radio Buzzy”, ou ainda жужжалка (O martelo).
Eu gostaria que isso fosse mais uma Lenda Urbana, mas o arrepio na espinha que senti ao ouvir essa maldita on line, me confirmou o contrario. A filha da mãe existe!!!! O.O
Ela foi descoberta em 1982 (só em 1982???) e desde então tem sindo observada, mas ao invés de música ou qualquer outra coisa que fizesse a menor lógica, ela enviava sinais de ondas curtas (que são captados somente por aparelhos próprios para tal).
"Carga infámavel, não acenda fogo"
30 anos sem correr riscos! XD
Ela simplesmente emite um sinal, repetindo-se a uma taxa aproximada de 25 tons por minuto, que dura 0,8 segundo, pausando por 1 a 1,3 segundos, e repetindo-se 21 a 34 vezes por minuto. Um minuto antes de cada hora, o tom de repetição é substituído por um tom contínuo, que continua por um minuto até que o tom de repetição volte a tocar. Entre as 07:00 e 07:50 GMT, a estação transmite com baixo consumo de energia, quando a manutenção do transmissor aparentemente ocorre. O som gerado pela estação, lembra um chiado igual ao de rádio acompanhado de um rápido barulho de um navio, durante 24 horas por dia, desde sabe Deus quando até hoje.
 Achou isso bizarro? Ainda tem mais! Em algumas ocasiões, o sinal de alarme foi interrompido, não para o lançamento da Lady Gaga ou para um anúncio dos patrocinadores, e sim para uma transmissão de voz em russo, como se a transmissão fosse feita através de um microfone aberto sem querer (ou não) as pessoas que falam por perto. Desde a descoberta da rádio, quatro vezes foram captadas vozes falando em russo, mas elas eram sempre abafadas. Algumas vezes feminina, outras vezes masculina, esse eventos são EXTREMAMENTE raros, acontecendo 5 a 10 vezes por ano.
As vozes diziam quase sempre um nome, e logo depois uma serie de números que se pareciam com coordenadas geográficas, a voz não era robótica ou repetitiva, mostrando que não era uma voz gravada para depois ser manipulada pelo computador para formar as frases e sequencias de números era de fato uma pessoa lendo o nome e os números.
Em uma dessas transmissões pode-se ouvir isso:
“Eu sou o 143. Eu não recebo o oscilador. Isso é o que a sala de operações está emitindo.”
Ou então isso: 
"UVB-76, UVB-76 — 93 882 naimina 74 14 35 74 — 9 3 8 8 2 nikolai, anna, ivan, michail, ivan, nikolai, anna, 7, 4, 1, 4, 3, 5, 7, 4"

“Muitas teorias dizem que elas podem ser remanescentes da Guerra Fria e servem para monitorar acontecimentos em diversas partes do planeta. Essa teoria foi baseada após algumas coordenadas serem ouvidas no meio dessas transmissões, que apontam diversos lugares no mundo, sendo um deles uma base em Pavarovo (Rússia). Sabendo disso o governo Russo mandou pessoas para investigar o local e o resultado foi frustrante, pois o lugar parecia estar abandonado há anos, porém existiam algumas partes trancadas de tal maneira que não puderam ser acessadas. Por esse motivo os segredos que essas salas guardam ainda são um mistério. 
A função dessa radio permanece um mistério, o propio governo Russo afirmou não saber a real utilidade dela, o que provavelmente é mentira, já que ele apresentou interesse ao ordenar o desligamento da mesma. Ja foram consultados ex-funcionários da radio, nenhum deles parece saber o porque da radio existir, ou qual foi a sua função no passado.
Existem diversas hipoteses de conspiração em torna dessa radio, alguns dizem ser um sistema de monitoramento extra-dimensional ou alguma coisa relacionada a viagem no tempo, outros dizem que a radio é operada por espiritos, ja que ela funciona a quase 50 anos sem manutenção aparente, mas infelizmente não existem provas solidas o bastante para provar alguma hipótese ja levantada.”
Fonte: minilua.com

Bem, agora vem a parte mais sinistra e curiosa dessa historia toda...
Como ja citado, o transmissor dessa radio fica localizado e Povarovo - Russia, e TODO o complexo esta COMPLETAMENTE abandonado a mais de 30 anos.
SIM! O complexo inteiro parece estar abandonado a pelo menos 30 anos, ainda é possível encontrar vestígios das pessoas que trabalharam la, canecas, biscoitos, jornais, roupas, dentaduras, tudo foi deixado la do jeito que estava, um fato BIZARRO que sugere que o complexo teve que ser abandonado de uma hora pra outra, sem tempo para desativar os transmissores ou organizar as coisas, o que nutre ainda mais as milhões de teorias sobre o porque, por quem, e como essa rádio esta sendo mantida a quase 50 anos no ar.
Bom, vou parar por aqui pois já estou com medo. Mas se vc é corajoso e curioso, pode ouvir as gravaçoes atraves do priyom.org. É o perfil oficial da Rádio Buzzy, em “Activity pages” estão as listagens das gravações dos últimos anos como mostrado abaixo, escolha o ano e divirta-se: 



Tenham todos uma excelente semana!!!