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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Manual do Deprimido (Parte 9) - A Depressão e as obrigações

Só quem tem depressão ou já passou por ela, sabe o quão difícil é executar tarefas do cotidiano. As vezes, até aquelas que antes nos proporcionavam prazer e eram nossos passatempos prediletos, acabam se transformando num fardo, ou na atividade  mais monótona, sem graça, ou desgastante do mundo. Se nossos hobbies perdem todo o encanto, o que dizer de nossas obrigações? Tarefas domésticas, trabalho, escola, faculdade, cuidar dos bichos de estimação, dos filhos, de si próprio, é uma verdadeira prova de fogo!
A depressão é como um pequeno monstrinho que suga toda a energia, cor e brilho de tudo que ele toca, TUDO, sem se importar se é importante para você ou não. Ele pode começar pequeno, como uma coisa boba, as vezes repentino, e aos poucos acabar dominando toda sua vida, cabe a você alimentá-lo ou ignorá-lo. Ele pode sumir da sua vida ou pode ficar ali na espreita numa "convivência pacífica" dependendo do tipo ou do grau.
Cada vida é uma vida, cada pessoa é única, e pessoas diferentes lidam de formas distintas a certos estímulos e emoções, que também variam de uma para outra.
A depressão simplesmente deixa a vida sem som, sem calor, em preto e branco, e pesada, bem pesada, isso não é novidade alguma, mas o que podemos fazer para tornar a convivência um pouco menos hostil com ele?
Não é nada fácil reunir todas suas energias para fazer as coisas mais simples (não é a toa que a depressão é considerada uma das doenças mais incapacitantes do nosso tempo), porém em minha última crise, troquei passar meus dias na cama, pelo que chamo de "uma coisa de cada vez".
Lembra aquele lema dos alcoólicos anônimos "um dia de cada vez"? É parecido, porém mais emergencial. Percebi que olhar ao redor eu dava lugar à ansiedade, e ver todas as coisas que tenho que fazer, o monstrinho logo abraça e sussurra no ouvido que "não tem porque fazer isso agora, não adianta mesmo...." Bastou pensar: "Uma coisa de cada vez!"
Dê um chega pra lá nele e mentalize, por exemplo: "Agora eu vou tomar banho, só tomar um banho e pronto", tome seu banho sem se preocupar com o que for fazer depois, se possível demore, use água quente, aproveite esse momento. "Agora vou arrumar minha cama, será rápido, um ambiente arrumado pode me fazer sentir melhor", "agora vou lavar a louça, e logo a pia estará limpa, sem louça para lavar e eu estarei livre". É assim que consigo manter minhas tarefas em dia mesmo diante de uma crise, ignorando tudo, absolutamente tudo, focando em apenas uma coisa, e forçando uma atitude positiva, mesmo que falsa. Sabe, minha psicóloga disse que não tem problema se for falsa, com a repetição acaba se tornando uma realidade, e tem funcionado. Se quiser, pode recorrer à música, um incenso do seu agrado, ou a tv ligada no seu programa predileto "fazendo barulho", nisso impedimos que aquele monstro se aproveite de nossas fraquezas para crescer, DEPRESSÃO ADORA INÉRCIA, e mesmo  que pareça difícil, dê o primeiro passo, não pare! Com o tempo se tornará algo tão natural que você pode até começar aulas de dança, ginástica, trabalhos manuais, ou qualquer outra atividade saudável e produtiva que os estudos e especialistas dizem fazer bem no combate à depressão,
liberando neurotransmissores benéficos, todas aquelas "inas" amigas no seu corpo preenchendo o vazio que poderia ser ocupado pela depressão.

(Pausa para falar de como o Pokemon Go tem me ajudado muito quando se fala em motivação para sair de casa, caminhar, largar o sedentarismo e socializar fazendo novos amigos nos encontros de treinadores.)

Antes de pensar nisso tudo, foque no seu primeiro passo apenas, por menor e banal que pareça, FOQUE, entaão só depois de concluído, vamos ao segundo, e se lembre: DEPRESSÃO ADORA INÉRCIA. Guarde isso com você e "uma coisa de cada vez".

Essa postagem pode não ter chegado a você a toa, espero ter ajudado!

Boa sorte, FOCO, e melhoras! ♥



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Manual do Deprimido (Parte 7) - A depressão e o preconceito

Enfim a primeira postagem do ano de 2015 (pois é, ando devagar), mas com um assunto muito importante. Na verdade, esse assunto seria inserido num vídeo e postado no YouTube, mas sou muito tímida. Cheguei a gravar alguma coisa, mas a junção de perfeccionismo com ansiedade me fez achar aquilo uma droga colossal, então decidi que o melhor mesmo seria fazer da forma que já domino: Escrevendo. Essa é uma postagem não só direcionada a todos que sofrem desse mal, mas também todos que possuem um parente ou amigo nessa situação, pois quanto mais a informação for difundida, mesmo que aos poucos, podemos conscientizar as pessoas desse preconceito que torna tudo ainda mais difícil.
A depressão é uma doença silenciosa, ela começa de fininho, e não havendo tratamento, pode se agravar ou acabar gerando outros tipos de transtornos, por isso, o apoio de amigos e familiares é de suma importância nesse momento. Mas e quando isso não ocorre? Bom, é sobre isso que vamos falar.
O grande problema de algumas pessoas, seja por falta de informação ou descaso puro e simples, é achar que as doenças de ordem mental/emocional são "controláveis", já que "vc tem que controlar a sua mente e não o contrário". Beleza, QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ DOENTE! O mais triste é ouvir certa coisas de alguém que estudou exatamente para cuidar e combater esses problemas, como numa vez onde a psiquiatra que eu me consultava praticamente pôs o pé em cima da mesa, me deu um tapa na cara, e me apontou o dedo dizendo que era pra eu "para de me fazer de coitada pois ninguém gosta de coitado". Se as pessoas soubessem o quanto isso dificulta nosso tratamento... Já temos essa desordem onde a cada dia é difícil levantar da cama, ignorar as facas cravadas em nossas costas, dar andamento aos nossos a fazeres cotidianos, tentando viver com o mínimo de normalidade que um ser humano merece, e ainda ter que lidar com certos ataques de pessoas que deveriam estar ao nosso lado, mas gastam energia em menosprezar uma questão tão séria.
Vou listar aqui algumas das barbaridades que somos obrigados a ouvir e a total falta de lógica em cada uma delas.

  • "Você está triste por que quer!"/ "Isso é frescura!"

Ser humano, vc está se ouvindo??? Claro, é maravilhoso acordar um dia se sentindo um lixo, abrir  janela, respirar o ar puro da manhã, pensar "mais um dia terrível para querer morrer", e se sentir excelente com isso! Pra quê viver sua vida, ter ânimo para fazer exercícios, estudar, sair ou encontrar amigos, quando vc pode passar o dia inteiro jogado numa cama se sentindo um merda, com a cabeça doendo de chorar, ter insônia, problemas alimentares, ter nossas relações com as outras pessoas degradas, se auto mutilar, fazer uso de álcool, calmantes, ou até drogas? Isso sem falar no que vc gasta com consultas, terapia e antidepressivos. Realmente você tem razão, ter depressão é bem mais vantajoso... ¬¬


  • "Você quer chamar a atenção!"

Exatamente gênio! Todo mundo tem algum tipo de talento, uns cantam, outros tocam algum instrumento, outros compõem, escrevem, desenham, tem dom para artesanato, culinária, informática... Com tantas coisas boas e úteis para nos destacar, escolhemos ser deprimidos, afinal como dizem no item anterior: "Estamos tristes por que queremos!". É exatamente esse tipo de julgamento que faz com que muitos se sintam inibidos em contar o que sentem, tentam se virar sozinhos por medo de pedir ajuda, e isso pode agravar a situação. Todos sabemos que nunca é bom guardar certas coisas para si mesmo por muito tempo...


  • "Você tem que pensar positivo!"/ "Você tem que tentar melhorar"/ "Você tem que se amar!"/ "Você tem por que vc tem que TEM TEM TEM!!!"

Foi essa imposição de regras, toda essa cobrança irracional, que me fez dar início a esse Manual com um texto que aborda muito bem essa questão. Confira aqui a primeira postagem "Falando com um depressivo sem tratá-lo como imbecil.


  • "Tem tanta gente pior no mundo! Sem braço, perna, desenganados, com câncer, AIDS, ou passando necessidade!"

A eterna mania de algumas pessoas em usar um fator extremo como argumento para tentar minimizar ou anular alguma questão. Sim, realmente tem pessoas em situação muito mais degradante por aí, sendo que eu vou contar duas coisas pra vocês. A primeira é que as pessoas sente a dor de formas diferentes, é essa forma de sentir que faz com que elas enfrentem os problemas com mais facilidade ou não. O que alguém suporta tranquilamente pode provocar desespero em outra ou até depressão (quem diria), o que pra um é motivo de superação, para outro é motivo para suicídio, não cabe a ninguém julgar o que é maior ou menor, isso vai da individualidade de cada um. Além do mais, a mente é o centro de controle das nossas vidas, tanto que quando algo grave acontece, o efeito psicológico pode ser tão forte que a mente, com todo seu poder, pode manifestar de forma física no corpo, o que se chama de doenças psicossomáticas (clique aqui e saiba mais). 
Quando passamos por alguma situação ruim, seja de saúde física, financeira, ou uma perda, uma mente saudável consegue contornar todas essas questões e superar da melhor forma (de acordo com aquelas individualidades que falamos acima), agora se a sua mente está DOENTE, seja por depressão, síndrome do pânico ou qualquer outro distúrbio que afeta as nossas decisões e interações sociais, não importa se você é saudável, se você é rico, se você tem família, a mente simplesmente não consegue processar isso, infelizmente viramos reféns dela.


  • "Isso é falta de sexo!"

Como se sexo fosse a cura mágica... E mesmo se fosse, nem todos gostam de sair pela rua transando com tudo que faz sombra. Tudo bem que já foi comprovado que o sexo aumenta os níveis de endorfina, serotonina, e outras dessas substâncias responsáveis pelo bem estar. 
Mas as pessoas esquecem que uma das principais características da depressão é PERDER O INTERESSE POR ATIVIDADES QUE ANTES DAVAM SATISFAÇÃO E PRAZER, essa frase é o CPF da depressão, e essas atividades incluem também o sexo. Aliás, ainda tem um agravante, alguns medicamentos inibem a libido, então se não houver compreensão por parte do parceiro(a), a relação pode cair na ruína.

  • "Isso é doença de rico!"

Grande engano... Isso é doença de seres humanos! Não importa se você é rico, pobre, ateu, religioso, não interessa!!! Assim como a gripe, ninguém está livre! Vejam o exemplo do Padre Marcelo Rossi, que declarou que não acreditava na doença até que foi atingido por ela. As vezes seria bom que as pessoas que disseminam esse tipo de idéia, sentissem por pelo menos um dia como é sofrer com a depressão para que entendam e parem de falar tantos absurdos, porém sabemos que isso não podemos desejar nem ao nosso próprio inimigo.

É incrível, e preocupante, como esse tipo de ideia preconceituosa ainda é disseminada por aí em pleno século XXI. Me pergunto quantas pessoas ainda terão que morrer até perceberem que a depressão é algo GRAVE, que precisa de tratamento, e essas coisas só dificultam tudo, inclusive, a compreensão dessa doença para a qual muitos fecham os olhos.

Essas foram só algumas das besteiras que as pessoas falam, se vocês conhecem outras, deixem nos comentários, dependendo pode rolar uma continuação. Em breve mais postagens, aguardem. 

Beijos!


sábado, 26 de abril de 2014

(Aqui deveria ter um título, mas pensando bem, nem precisa)

Fonte das imagens:  ثقف نفسك


segunda-feira, 24 de março de 2014

Beijos! "Se" cuida!

Todo o cão quando nasce é fofo e bonitinho, essa é uma verdade irrefutável. Logo o filhotinho ganha um dono, uma família e uma casa nos primeiros meses de vida. Porém, as vezes essa vida pode ser cruel, o sentimento que no cãozinho crescia exponencialmente a cada dia, pode não ser recíproco, e uma hora, por qualquer motivo que seja, o dono
pode deixá-lo na rua e nunca mais voltar.
Uma vez sozinho na rua, ele estará sujeito a todo o tipo de coisa. Fome, frio, parasitas, sarna, lesões, como a história do cãozinho de Quebec, que de tantos pêlos e sujeira agregada a eles, chegou a ser confundido com lixo jogado num canto qualquer.
No caso desse e de tantos outros, o tempo e o abandono foram muito cruéis, tornando-os medonhos, quase que irreconhecíveis. 
Vidinhas tão doces, cheias de amor e alegria, sendo jogadas na sarjeta, acabando por se tornar um farrapo, um pedaço de alma sem valor algum.
Apesar de todo mal que certas circuntâncias da vida podem nos causar, não podemos nos deixar tornar como cães e gatos de rua, maltratados, feridos, sujos e jogados a própria sorte, olhando para o alto com seu olhos agonizantes a espera de socorro de um coração que se compadeça de sua dor, os tomem nos braços e cuidem deles, assim com o cãozinho de Quebec. 
Seu coração é o bem mais precioso que você possui, sendo seu, você cuida, você SE CUIDA! 
Erros acontecem, mas nunca é tarde para acertar. Aconteceu, doeu, machucou, mas uma hora passa, sempre passa, porém não se iluda! Lembra quando você era criança e batia com o joelho ralado em algum lugar? Isso vai acontecer, e muito! Seja porque se lembrou do que te fez mal, ou apenas esqueceu de ser forte e das coisas que realmente importam.
Se mais pessoas auto suficientes existirem, menos dor de amor, vidas vazias e corações amargos o mundo terá, pois esse é o resultado de ser como um cão, tornando “o outro” o seu dono e responsável pela sua felicidade, amor, proteção, etc.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O que você quer ser quando crescer?

Essa é uma pergunta presente em nossas vidas desde muito cedo. Mesmo com o fato das crianças não terem idéia da seriedade dessa escolha (nem alguns adultos também), ela está sempre lá, seja para nos forçar desde cedo a pensar e amadurecer o pensamento com a idade, ou simplesmente satisfazer a curiosidade dos mais velhos.
A primeira vez que lembro de tê-la ouvido, foi por volta dos 4 ~ 5 anos. Lembro-me de ter dito que (Se ouço isso de uma criança hoje, não sei se conseguiria disfarçar aquele sentimento que vc tem como quando vê uma amiga sua apaixonada por um canalha, ou quando vê uma mãe dizendo ao filho a lendária frase “na volta a gente compra”) queria ser bailarina... Certamente aquele sentimento romântico da bela bailarina da caixinha de música, linda como uma princesa, dançando feliz embalada para sempre pelas mais belas valsas. Como é doce a pureza e ingenuidade das crianças! Não sei se é bom ou ruim elas crescerem um dia...
Tempos depois quis ser professora, e novamente a ilusão infantil do quanto seria legal sempre poder escrever no quadro, ter um certo “poder” sobre os alunos, sentar numa mesa grande na frente da sala e poder entrar e sair “do quartinho” sempre que puder, isso era o que mais me fascinava!
Eu estudava num colegio católico, fechado por volta do ano 2000 (agora me senti num filme futurista tipo Inteligência Artificial ou O Homem Bicentenário), e o unico lugar do colégio que era altamente restrito era “o quartinho”, que não passava de um almoxarifado que ficava abaixo da escadaria principal. A primeira e única vez que estive lá, foi quando a professora da alfabetização me pediu que fosse com ela ajudar a carregar as folhas de oficio enquanto ela trazia o mimeógrafo, tudo guardado la. Parece que um novo mundo se abriu para mim. Fileiras de prateleiras cheias de caixas, vinis, pastas, caixas de arquivos, objetos de peças teatrais, e o que mais me encantou: livros, muitos deles bem antigos, ainda com aquelas capas de couro pesadas e empoeiradas. Quantas vezes me imaginei passando horas dentro daquele quarto revirando cada livro, cada ficha antiga, cada pasta com a história do colégio desde o primeiro tijolo. Até hoje me imagino lá, essa minha sede e fascínio pelo passado que nunca me deixou, que até me fez pensar em ser “uma exploradora com uma escovinha descobrindo ossos de dinossauros, tesouros em cavernas, fugindo de tribos indígenas e pedras gigantes” uns anos mais tarde, ou em alguma das lojas de antiguidades e restaurações da Rua do Lavradio por volta de 2009, por onde eu passava todos os dias a caminho do trabalho (novamente a sensação do filme futurista).
Infelizmente não é ele, embora seja igual.
Achei a uns 4 anos atrás (aguardem o post).
Por um longo tempo, e por inflluência de programas como O Mundo de Beackman, o desenho animado do filme De Volta Pro Futuro, e o Livro de Capa Vermelha (depois farei um post só sobre o Livro de Capa Vermelha), quis ser cientista. 
Dê quê? Eu não sabia. Só queria usar um jaleco branco, óculos e ficar em um laboratório misturando líquidos coloridos, fazendo robôs, máquinas, criando ratos e pés de feijão.
Sempre me destaquei nas aulas de ciências, e após a traumática divisão que ocorre, de ciências para biologia, física e quimica, fui vendo que realmente as ciências biológicas era a minha casa. Porém tinha um problema... Nada me impedia de fazer o que mais amava a não ser o fato de TER CRESCIDO.
Um emprego que não permitia estudar integralmente numa faculdade pública, e como financiar uma particular e pagar com um simples bacharelado ou penando numa sala de aula? Isso sem falar dos cruéis testes em animais.
Mas “ ensino superior é algo importante”, é o que a sociedade grita na nossa cara todos os dias. Pensei em psicologia, pedagogia, visando o leque de oportunidades, me tornando provavelmente mais um diploma inútil no mundo e mais uma “garota do RH”.
Por sorte fui introduzida no mundo da computação, meio que ao acaso. É engraçado como as coisas acontecem, e o que vc pensa ser sem querer, na verdade é a vida sorrindo pra vc.
Gostei! Amei! Acho que se me fizessem um eletroencefalograma enquanto programo, produzo um script html, ou calculo a saída de um circuito lógico, acho que as onda seriam a mesma de quando estou jogando sudoku, xadrez ou um puzzle de 1500 peças!
Se a alguns anos eu não me imaginava cursando algo da área das exatas, hoje não me imagino cursando qualquer outra coisa. Posso dizer que tive sorte de conhecer e gostar de uma área com tantas oportunidades.
Ainda não sei se é bom ou ruim as crianças crescerem, mas o que aprendi é que estamos em constante mudança. Não somos como ontem, e nem seremos amanhã o que somos hoje. Que chato seria se tudo fosse sempre igual...
A mudança é nossa única certeza. Amanhã posso querer ser policial, esteticista, ou abrir meu próprio pet shop, mas caso contrário, uma bailarinha na caixinha de música rodeada por livros antigos numa prateleira empoeirada, com certeza será um dos meus trabalhos de Modelagem 3d! ^^

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Era uma vez 2013!

Era uma vez 2013, onde aprendi que para TER é preciso abrir mão de algumas coisa.
Que para ser amada é preciso antes de tudo se amar. Que respeito todo mundo merece. Que amores passageiros podem ser eternos. Que as oportunidades às vezes só precisam de uma coisa: ATENÇÃO.
Que a vida não tem replay, e mesmo que pareça impossível, vale a pena tentar. Que cada pedra que você recebe tem que ser usada como degrau e que muitos virão tentando tirar a sua convicção. Que os amigos VERDADEIROS amam os seus defeitos, porque as qualidades até os inimigos amam. Que um sorriso pode mudar o dia e um muito obrigado te faz uma pessoa digna e melhor. Que não existe diferença quando se tem inteligência. A decisão de fazer acontecer só de depende de uma pessoa: VOCÊ. E apenas duas pessoas poder parar o seu crescimento: DEUS E VOCÊ. Que quem tem competência não precisa puxar o saco e reconhecimento você recebe da maneira que menos se espera. Que reclamar não vai mudar a situação, e eu não posso mudar o passado mas posso construir o FUTURO. Seguir sua intuição é estar no caminho pra fazer ACONTECER. Que às vezes a gente quebra a cara, mas vale a pena, senão a gente não aprende. Que você convive anos com alguém e como num passe de mágicas é como se fossem dois estranhos. Aprendi que a vida vale a pena e que a cada dificuldade é porque mudamos de fase e o jogo continua. Que os sonhos não envelhecem e os prazeres da vida estão nas pequenas coisas que ela oferece. Que mais vale ser do que ter e quem tem luz incomoda quem está nas trevas, mas não importa o quão legal você seja as pessoas nunca estarão satisfeitas. DEUS não nos abandona mesmo quando nos sentimos sozinhos, podemos fazer planos sim e fazer ACONTECER é o resultado disso tudo. Aprendi que o tempo vai passar e vamos olhar pra trás e vamos rir, às vezes chorar também, mas que todo mundo tem um lado bom e ruim, ninguém é PERFEITO. Que os dias nublados às vezes são legais. Que rir até a barriga doer com os amigos não tem preço!
Era uma vez 2013 o ano em que cresci, mudei, amadureci e aprendi que nada é ETERNO, que eu prefiro me arriscar e ir na contramão do que ficar na dúvida de não ter tentado. O ano em que eu desafiei a vida, me lancei de cabeça e disse que seria o meu ano, quer saber o segredo? ARRISQUE-SE, 2014 ainda não chegou e eu quero o impossível!
EU DECLARO QUE EM 2014 EU VIVEREI O MELHOR DESSA TERRA!
EU VEJO COISAS GRANDES E OPORTUNIDADES MARAVILHOSAS, MAS QUE SÓ DEPENDEM DE NÓS MESMOS!

Feliz 2014!!!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O valor das pérolas

Esse é um texto bem conhecido a respeito da produção de pérolas e sua analogia às agressões emocionais do cotidiano humano. Embora seja um chavão das redes sociais, nos traz uma bela lição sobre as consequências de tornar nosso coração livre das mágoas e ressentimentos, e procurar aprender com as experiências que nos machucam.

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.
Elas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!"

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Fragmentos de um coração quebrado

Na dor da perda, você quer desesperadamente se livrar de qualquer coisa que te faça lembrar daquilo que se transportou do seu presente e dos seus sonhos diretamente pro seu passado. Isso inclui objetos e até excluir pessoas que lhe são queridas, vem também o desejo de excluir todos aqueles que torceram contra, e que provavelmente estão comemorando sua derrota, é normal esse processo de "limpeza" embora para algumas coisas ainda resista e insista em manter fisicamente em sua vida.
O tempo passa, a dor ameniza, e você começa a ter forças para aos poucos se livrar dos fragmentos que restam, aos quais, sentimentos ainda estão agregados, quando vê, 6.87 Gb de lembranças foram deletadas do seu computador, restando apenas as que estão vivas para sempre em sua memória. Então percebe que está mais leve, e que para recomeçar do que restou, é necessário levar apenas o essencial.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Segredos...


Sempre foi motivo de divergência entre os médicos a influência das emoções no corpo humano. Eles nunca chegam a um acordo se guardar os sentimentos ou descarregar aumentam as chances de problema cardíacos e infarto, cada hora dizem alguma coisa, porém de algo eu tenho certeza: O stress é a causa de tudo.Por experiência própria, e pelo turbilhão que tenho passado nos últimos meses, digo que não devemos guardar aquilo que nos incomoda, assim como também temos que saber liberar da forma correta para não sermos injustos e nem machucar ninguém.Eu sempre tive esse problema, de guardar tudo que sinto (característica que talvez eu possa dizer que herdei do meu pai, uma vez que minha mãe se explode a toa), isso pode poupar as pessoas que convivem conosco, mas nos faz muito mal a médio e longo prazo, acabando por vir tudo de uma vez de forma muito violenta. Quando isso acontece, as emoções são tão intensas que os pensamentos se tornam desordenados, e vc acaba agindo por impulso, é exatamente nesse impulso que vc pode acabar dizendo e fazendo coisas graves, das quais vc pode se arrepender profundamente.
Direta e indiretamente magoei pessoas, pessoas que querem o meu bem, que se preocupam e estão dispostas a me ajudar, e o mais grave, quem eu amava...
Essa dualidade de pensamentos e sentimentos causam uma confusão muito grande, como se houvesse dentro de mim duas almas, cada uma com sentimentos distintos.
Pensamentos têm me desgastado muito nos últimos meses, têm me destruído internamente, tudo porque venho a sucumbir as suas investidas e me deixar levar pela raiva e pelo impulso.
Quando optamos pelo ego e orgulho, temos que aprender a lidar com as conseqüências destes, e na minha atual fragilidade, não tenho a estrutura necessária para suportar a saudade, as lembranças, o carinho, e a dor.
Às vezes precisamos renunciar nosso orgulho quando vemos que é a única opção para amenizar o que nos aflige, mesmo que contrarie o senso comum.
Não suportando mais, ontem tomei uma atitude impulsiva de certa forma, e resolvi “enfrentar o abismo”. Apesar da opinião do universo dizendo que era um erro e que poderia trazer conseqüência graves, minha intuição dizia que eu precisava fazer aquilo.
A sensação era como um corte infeccionado, longo e profundo, que por conta da infecção a anestesia não faz efeito mas que para evitar um dano maior, deve ser costurado a sangue frio.
Eu não tive medo, pois minha intuição nunca me deixou na mão, muito pelo contrário, ir contra ela sempre me colocou em situações desagradáveis, mas isso não fez com que não fosse tão doloroso ainda que necessário.
Não lembro quantas horas se passaram, mas pude refletir melhor e chegar a conclusões sensatas:
  • Quando os sentimentos são priorizados, a mente entra em colapso.
  • Com a mente em colapso, vc acaba pensando coisas nocivas e irreais.
  • Pensamentos insistentes geram atitudes impulsivas, uma vez que sua mente não está raciocinando coerentemente.
  • Atos impulsivos podem gerar conseqüências gravíssimas, tanto para vc quanto para as pessoas ao redor.
  • Odiar uma pessoa é uma forma de mentir para si mesmo quando na verdade vc ainda a ama.
Após esse encontro, até o momento não sei definir o que sinto. É como se fantasmas tivessem se calado, e eu estivesse em silêncio absoluto interiormente, a paz que durante todos esses meses eu procurava e finalmente chegou.
Pensei que ia descansar enfim, por a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilamente, porém a mente é uma coisa que muitas das vezes não temos controle.
Sonhos vieram, mas não num tom de tormenta e agressão, mas imagens de doces lembranças adormecidas de algo que não irá voltar mas que talvez se transforme em outra coisa tão boa quanto.
 O suco de laranja com gelo que eu tanto amava, a lata em forma de cofre, a pilha de LPs no canto do quarto onde eu revirava e acabava achando um vinil do A-ha e o do Phil Collins que eu tanto queria mas que nunca pôde ser meu, a minha chave onde parece que meu coração ficou aprisionado para sempre no momento que a entreguei naquela praça (o que faz me sentir morta por não poder amar mais ninguém por hora), e é claro, o rosto e o abraço da pessoa que tanto amei. Eu costumo dizer que “para sempre” é tempo demais, mas no momento é isso que eu sinto mesmo vc estando com outra pessoa, sinto que ainda te amo e amarei por um bom tempo...
E para encerrar esse post, a música que pensei ser a trilha de tudo que vivemos, mas que na verdades agora percebi que ela se referia a mim mesma o tempo todo...




Adeus meu amor...


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quando tudo parecia perdido...

Antes era tudo confuso, triste e vazio. Eu me sentia trancada num quarto escuro e frio.Os pensamentos, impulsos e sentimentos eram as lâminas e agulhas que feriam meu corpo e meu coração, me fazendo sangrar initerruptamente, numa dor que não sei como definir, um grito surdo que ninguém podia ouvir.
Eu me sentia completamente sozinha, fraca e perdida, sem a menor idéia do que fazer, sem forças para fugir ou resistir.
Somente a dor restava, e o frio de sentir minha alma se apagar, até o silêncio da morte chegar.
 Agora vejo ondas, as lâminas e agulhas se tornaram como ondas, que me cercam por todos os lados abaixo de uma violenta tempestade.
Ondas altas, bravas, que me intimidam e afligem.
Elas me jogam de um lado para o outro, em muitos momentos eu penso que não vou conseguir, que vou padecer no infinito. Minhas forças vão se esvaindo para buscar o ar, enquanto meu desespero aumenta pois as ondas não param, tentam me afogar a todo custo.
Clamo e peço ajuda a Deus, e quando eu penso ser meu último suspiro, sinto Sua mão segurar a minha, uma mão quente e acolhedora que impede que eu me perca em meio ao mar revolto.
Logo sinto que não estou alí sozinha, a coragem, a força para lutar e a esperança inundam meu coração.
A tempestade continua soprando, e as ondas eufóricas ainda batem de um lado a outro, mas agora Deus está segurando a minha mão, e tenho a certeza que Ele nunca vai me abandonar.